Thomas Mann - José e os seus irmãos




"Vinte e cinco anos ... e para Jaacob os anos passaram como se fossem um sonho, como, afinal, passa a vida por entre os dedos de cada homem: entre o desejo e a conquista, entre a esperança e a desilusão, entre a expectativa e a concretização, numa sucessão de dias que não contamos, cada um diferente, cada um único. E assim os vamos vivendo, um a um, em compassos de espera e de aspiração, em momentos de serenidade e de exasperação, à medida que os dias se fundem em unidades mais amplas - meses, anos, décadas - parecendo-se, no final, todas elas, a um dia.
(...)
O que interessa é que o tempo passe: o homem aspira avançar, a preencher o tempo, o que, no fundo, significa aspirar à morte, ainda que, com isso, julgue alcançar metas e pontos de viragem na sua vida."

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