O velho que lia romances de amor - Luis Sepúlveda

 
António Bolívar após a morte da esposa Dolores, vítima de febre de malária, começa a passar mais tempo com a tribo indígena
huar, adoptando o seu modo de via, como diz no livro "era como se fosse um deles, mas não era um deles". Com eles aprendeu a viver em boa harmonia com a natureza.
Agora velho a sua alegria era a ida ao dentista, a uma pequena povoação no seio da Amazônia, duas vezes por ano. Nesses encontros ele recebia alguns romances de amor de que tanto gostava ler.
O livro inicia com a notícia da morte de um "gringo" que tinha morto cinco crias de onça e é sobre a ameaça de vingança da onça que se desenrola a ação do livro. Graças à tribo Shuar Antônio conhece a floresta muito bem e é por isso um dos escolhido para a ajuda na caça à onça enfurecida.
"António José Bolívar Proaño tirou a dentadura postiça, guardou-a embrulhada no lenço, e, sem parar de amldiçoar o gringo que estivera na origem da tragédia, o administrador, os garimpeiros, todos os que insultavam a virgindade da sua Amazónia, cortou com um golpe de machete um grosso ramo e, apoiando-se nele, pos-se a andar na direção de El Ilídio, da sua choça e dos seus romances, que falam do amor com palavras tão bonitas que às vezes lhe faziam esquecer a barbárie humana. "
🤍
A escrita é muito real, faz-nos sentir os cheiros e o verde, que nos envolve de forma surpreendente. Sem dúvida um dos meus livros favoritos.

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